
SOS PIÇARRÃO - 15/10/2024 - A CPFL tirou as cruzetas dos postes, colocou o sistema dos três cabos com 11.000 Volts. Esse sistema , está matando pássaros. Na rua Manoel Francisco Mendes em frente ao número 320, no Jardim do trevo, um urubu que sem querer sentou no fio morreu eletrocutado. Houve uma explosão que queimou até o transformador.

NO SUL
Os bugios que vivem no sul do Brasil estão ameaçados de extinção porque a floresta tropical continua sendo cortada e fragmentada. Essa situação é agravada em Porto Alegre, onde dezenas desses primatas morrem eletrocutados ou são mutilados porque a operadora de rede elétrica não isola e protege adequadamente os cabos e postes de energia.
Para: Empresas de eletricidade e operadores de rede em Porto Alegre, Brasil
“A empresa de eletricidade Equatorial deve proteger suas linhas e postes de energia em Porto Alegre, Brasil, para que não seja um perigo fatal para os bugios.”
Os bugios-ruivos (Alouatta guariba clamitans) são perfeitamente adaptados à vida nas árvores. Eles se alimentam de folhas, frutos e flores e raramente descem ao chão. Isso se deve ao fato de que eles são mais vulneráveis aos predadores no chão.
Como seu habitat, a floresta tropical no sul do Brasil, continua a diminuir devido ao desmatamento e está sendo fragmentada pela agricultura, expansão urbana e estradas, os primatas arborícolas frequentemente usam os cabos de energia como pontes para atravessar áreas onde não há árvores ou onde a sua copa é descontínua.
Na zona sul da cidade de Porto Alegre, os animais estão expostos a um perigo mortal: Como os cabos de energia não são devidamente isolados e distanciados da vegetação arbórea, os bugios morrem devido à eletrocussão ou sofrem queimaduras graves. Muitas vezes, os animais que sobrevivem precisam ter seus membros amputados. Após semanas de tratamento, eles só podem ser colocados sob os cuidados de zoológicos ou criadouros.
Nos últimos 30 anos, o Programa Macacos Urbanos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e o Laboratório de Primatologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul estudam os bugios ameaçados de extinção que vivem nas florestas remanescentes de Porto Alegre. Uma investigação entre 2018 e 2024 registrou 74 choques elétricos somente na região - com um alto número de casos não relatados. Muitos dos animais mortos ou gravemente feridos não são encontrados e são removidos por outros animais selvagens.
A empresa de eletricidade CEEE-Equatorial afirma levar a proteção dos animais muito a sério, mas claramente não tomou nenhuma medida eficaz para isso durante anos. Em fevereiro, o Ministério Público do Rio Grande do Sul, por meio da Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, apresentou uma ação civil pública de responsabilidade civil ambiental com pedido de tutela antecipada no tribunal de Porto Alegre contra duas operadoras de rede elétrica. Ele pede que os danos à vida selvagem sejam reparados e que outros casos de eletrocussão sejam evitados.
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